Estar consciente é o mesmo que ser consciente? É o mesmo ser enganado que estar enganado? Estar louco é o mesmo que ser louco? Estar desperto é o mesmo que ser despertado? Estar chateado é o mesmo que ser chateado? É o mesmo ser seguro ou inseguro, que estar seguro ou inseguro?
Alguém quer ser. Ser o amor de alguém, ser alguém na vida dessa pessoa que ama. Esse desejo de ser, pode confundir-nos e nos deixar ver que não somos, senão que estamos transitoriamente na vida de alguém.
Ser com alguém é muito diferente de estar com alguém. Por isso ser ou estar não podem ser o mesmo.
Muitos pensaram que eu havia pirado quando disse que faria hipnoterapia (terapia por hipnose). Mas isso se deve com certeza a falta de informação que as pessoas têm sobre o assunto. Todos pensavam que eu iria ficar vulnerável a obedecer às ordens de alguém... Mas a verdade é que não tinha NADA a ver com isso.
Durante os últimos meses não havia melhor data e horário do que as 17h20min de toda quinta-feira. Durante 1h30min eu me sentia desconectado do mundo e totalmente relaxando, como se os problemas não existissem. Melhor que isso era saber que estava “curando” meus “problemas” e me tornando uma pessoa melhor. Depois de uma sessão, sempre vinha aquela sensação de um mundo gigante a ser descoberto e muita coisa boa vindo pela frente. Eu devia parecer um bobo alegre, pois sempre voltava pra casa com um sorrisão estampado no rosto.
Agora sinto que apesar de todos os problemas e encrencas, coisas maravilhosas estão a caminho porque hoje eu tenho força de vontade e visão para que tudo se torne realidade.
Obrigado Bruno por ter me “curado". Obrigado Maiara por entrar na minha vida e me mostrar esta opção que eu desconhecia. Me salvaram.
Apesar de toda a agitação, movimento na cidade e as festas a caminho isso me causa certa tristeza. Por um lado estou feliz por 2009 terminar, digamos que não foi lá o melhor ano da minha vida. Mas por outro, vejo mais um ano terminar. Mais um ano da minha vida se passou e as coisas continuam sendo como sempre foram. Não realizei todos meus sonhos, não conheci todas as pessoas e lugares que gostaria (mas pelo menos fui a Argentina). Não assisti a todos os filmes, não li todos os livros, não fiz uma grande descoberta (agradável pelo menos não hehehe)... enfim, nem todos os sonhos foram realizados em 2009 e ficarão pendentes para 2010.
Fico triste, pois ninguém sabe o dia de amanhã e, portanto não sei quantas viradas de ano terei pela frente para continuar realizando meus sonhos. E se não houvesse mais nenhuma? O que seria? Deixei 2009 passar e não fiz todas as coisas que gostaria e mesmo que eu viva mais 80 anos, mais um deles já se passou e não voltará. Um ano a menos. Claro que 2009 não foi em vão, fiz muitas coisas que gostaria de ter feito e outras que nunca imaginei que faria. Mas ainda assim houve muitos dias em que me senti “cansado demais” ou “desanimado”, dias que se passaram e me farão muita falta quando a idade bater a minha porta e levar minha juventude.
Minha principal meta para 2010 é: que seja melhor que 2009. Que ao terminar 2010 eu esteja muito mais satisfeito e feliz por todas as metas que cumpri e sonhos que realizei.
Sempre sentimos saudades de “épocas” da nossa vida, seja qual for. Sem perceber muitas vezes sentimos falta até das “épocas ruins” porque mesmo não tendo sido “bons tempos” aquela “época” deixou alguma coisa de bom guardado em você. O engraçado é que nem sempre essas épocas são distantes em nossas vidas. Um mês que se passou pode entrar para a lista de “épocas” da sua vida. Às vezes quando nos sentimos vazios, as épocas ruins não nos parecem tão ruins assim, afinal, mesmo que o sentimento fosse de tristeza e solidão, às vezes é melhor sentir isso do que simplesmente não sentir nada. Os sentimentos ruins também nos fazem sentir-nos vivos.
Normalmente dedicamos o título de “época em que era feliz e não sabia” à nossa queria e inigualável infância. No meu ponto de vista fazemos isso com razão. Por mais que a vida possa ser generosa conosco e nos ofereça dias e mais dias de felicidade, acho que nada se compara a inocência e a alegria de ser uma criança. Na infância nossos maiores medos e preocupações são tirar nota alta para não ficar de castigo, medo de olhar em baixo da cama de madrugada e encontrar um monstro e andar de bicicleta sem as rodinhas. Dor, isso a gente só sentia caindo de uma árvore ou se esfolando no asfalto andando de bicicleta ou patins. Não existiam preocupações com o futuro, responsabilidades e o sofrimento de muitas vezes ver nossos “sonhos” destruídos.
Sinto saudade daquela época, da minha infância. Onde eu acreditava que até as pessoas ruins no fundo tinham algo de bom e só precisavam de uma oportunidade para mudar. Mas a realidade é que muitas vezes as pessoas boas no fundo são ruins, e só precisam de uma oportunidade para mostrar o pior de si.
Depois de um mês que voltei da Argentina tomei vergonha na cara e vim aqui escrever sobre a viagem.
Primeiramente gostaria de registrar que minha irmã e eu sobrevivemos à viagem que muitos encaravam como os últimos dias de nossas vidas, já que para eles ir à Argentina era sinônimo de contrair o vírus H1N1 e de Gripe A morrer sem escapatória.
A viagem foi extremamente tranqüila! Ao contrário do que muitos esperavam, não vimos pessoas mascaradas nas ruas e nem alarmes disparando com o toque de recolher toda vez que uma pessoa espirrava. Muito menos vimos essas pessoas serem levadas para trás da Casa Rosada e serem fuziladas, aliás, nem vimos essas tais pessoas espirrando por aí. A vida na Argentina seguia-se tranqüila, a única diferença deste ano e ano passado quando estive lá é que agora em todos os lugares havia álcool em gel para desinfetar as mãos.
Em Bariloche nos divertimos muito. Comemos chocolate, compramos presentes e o mais legal de tudo: esquiamos no Cerro Catedral! Foi um dia inesquecível, demos muitas risadas, levamos MUITOS tombos, mas no final “pegamos o jeito” da coisa e conseguimos dar uns “rolés” com aquele “troço” nos pés.A melhor parte do dia foi pouco antes de irmos embora. As pessoas já estavam formando uma fila no teleférico para irem embora e eu estava ali esperando a Lilian que estava descendo de esqui logo atrás de mim. Foi aí que vi uma cena muito engraçada! A Lilian perdeu o controle quando estava chegando e acabou indo direto para a fila do teleférico. O resultado foi que a Lilian levou com ela as pessoas e a cerca que estavam no local. Várias pessoas correram para ajudar e ver se estava tudo bem com ela, enquanto ela ria estirada no chão com as pessoas ajudando ela a se levantar. Tentei pegar a máquina e filmar, mas não tive forças para isso, não conseguia parar de rir!
Bom... por hoje é só pessoal, mas ainda vou escrever mais sobre as aventuras na Argentina!
A caixa foi aberta. Não estava 100% seguro se deveria fazê-lo ou não. Mas com um pouco de coragem decidi que havia chegado o momento. Eu não sabia o que me aguardava e o que aconteceria ao fazê-lo, se me depararia com lembranças e mágoas de um passado ou pequenos tesouros de uma época da minha vida. Para minha surpresa, dentro dela encontrei um monte de coisas, muitas tralhas e bugigangas.
Coisas das quais me dei conta de que não são necessárias e que não pretendo manter comigo. Poucas delas são de alguma utilidade, são somente coisas e coisas eu já tenho de monte. Mas não farei pouco caso delas simplesmente porque não as quero, jamais as jogaria no lixo. Como diz o ditado: “o que para uns é um lixo para outros é um luxo” e por isso encontrarei novos donos para os quais essas coisas serão úteis. Muitas delas já têm um destino definido, outras ainda terão que aguardar. Todas terão a suas utilidades valorizadas no momento em que seu novo dono as possuir. Não se desesperem minhas coisas, a festa de São João já foi e vocês já estão livres de ir para a fogueira.
A cura se completou. Ainda tenho sede, mas já não é sede de uma única bebida, hoje um copo de água já é o suficiente.
Para todos aqueles que participaram da minha “recuperação”, muito obrigado por tudo. A cada um de vocês. Desculpem-me caso não tenha sido um “bom amigo” e aquele Germano sorridente e engraçado de sempre, mas os golpes foram realmente fortes e me derrubaram. Mas agora estou de pé e pronto não só para seguir em frente, mas como para uma corrida também. Quem topa ir correndo até o outro lado do mundo?Como dizia uma jovem, porém sábia chamada Rúbia: “O mundo é grande demais para ficar num lugar só”.
Tem uma coisa que vem me irritando muito nesses últimos dias: a gripe suína. Mas por incrível que parece não é a tal gripe que mais incomoda e sim as pessoas. Pra quem não tava sabendo agora sabe, estou com viagem marcada para Buenos Aries agora em julho. Para minha infelicidade começaram os muitos casos da gripe na Argentina e a imprensa começou a fazer um auê danado, porque é disso que eles vivem. Agora as pessoas pegaram o costume de ficar criticando minha viagem àquele país por causa dessa nova gripe, mas, por favor, vamos todos ser razoáveis! Eu sei que saúde é uma coisa séria, mas uma coisa é tomar cuidado e a outra é deixar de viver com o medo de contrair a doença. Porque se for para alguém pegar a tal gripe vai pegar, na Argentina ou no Brasil. Apesar de a Argentina ter mais casos, o Brasil não está imune à essa gripe. Já temos vários casos de pessoas infectadas, e várias delas são de São Paulo e muitas pessoas trafegam do litoral à São Paulo TODOS OS DIAS, eu pego ônibus lotado TODOS OS DIAS com pessoas estranhas, doentes ou não. TODO dia eu corro o risco de pegar alguma doença, inclusive essa tal gripe, mas NINGUÉM sugeriu que eu passe uma temporada sem ir trabalhar por causa disso não é? Continuo me “arriscando” a pegar uma doença todos os dias. Espero que isso nunca venha a acontecer, mas nós aqui no Brasil não estamos livres de uma epidemia, mesmo porque já temos vários casos. E se de repente a gripe se espalha por aqui? Ninguém vai mais sair de casa e todos vão parar de viver pelo medo? Quer dizer que todos os argentinos estão condenados a morte porque a gripe se espalhou pelo país? A vida é um risco, toda vez que colocamos os pés para fora de casa estamos correndo riscos, aliás, hoje em dia até dentro de casa.
O engraçado é que todos recomendam que as pessoas cancelem suas viagens para Argentina e Chile, mas nunca vi algum anúncio pedindo que os paulistas não venham para o litoral no verão por causa do alto índice de casos de dengue aqui, uma doença que por sinal é muito mais grave e muito mais letal do que a tal gripe. As pessoas não deixam de sair de casa e de viver por causa dela. Não estou dizendo que a gripe não seja uma coisa séria, mas não é motivo para desespero e pânico. O índice de mortalidade de uma gripe COMUM é maior do que a gripe suína!
Não vou deixar de viver com medo de uma gripe. Vou tomar todo o cuidado que eu puder e cuidar muito bem da minha saúde, mas de nada adiantará cancelar uma viagem. Vou passar as férias trancado em casa? Porque pra qualquer lugar do mundo que eu vá correrei riscos dessa ou de outra doença, principalmente se viajar de avião. De que adianta eu trocar Buenos Aires pela Bahia e correr o risco de ser contaminado no aeroporto?
Tenho fé que eu e minha irmã voltaremos de lá saudáveis e felizes!